

Partindo de um livro enterrado no canteiro de uma mangueira da última casa de Samira Pereira (ativista cultural cabo-verdiana que faleceu em 2021), faz-se uma tentativa de construir um mapa ficcional, geográfico, emocional e afetivo. A ficção, complexidade e nuances da identidade são construídas a partir de mapas imaginários de Cabo Verde e das comunidades cabo-verdianas. Através de um processo colaborativo de criação desenvolvido com diferentes comunidades cabo-verdianas de vários países, encontra-se um paralelo imaginado entre a biografia de Samira Pereira, nascida um ano depois da independência de Cabo Verde, e os acontecimentos históricos e políticos que marcam o seu círculo de amigos e coconspiradores, o seu legado e atividade cultural e os territórios onde viveu, nomeadamente os que influenciaram fluxos migratórios de partida e de regresso.

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